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:: Sábado, Setembro 25, 2004 ::
" ............... "
Vai dizer que às vezes é difícil colocar a cabeça no travesseiro e dormir? E é nesse momento em que se fica com os braços cruzados atrás da cabeça olhando pro teto, olhando pro nada. Mas eles estão sempre ali. Pensamentos a mil. Isso tudo porque quando se conversa, contando casos, besteiras e tanta coisa em comum deixando escapar segredos não sabemos que hora dizer, mas dá um medo.
Coincidências muitas, que assustam. Assustam não, surpreendem com tudo isso. Talves as coisas devem ser assim por algum motivo qualquer. O certo, é que não adianta ficar acordado esperando as coisas acontecerem, tem que ir vivendo, curtindo. Assim, sem esperar nada, liberando o pensamento. Porque, quando a gente desencana, pronto, as coisas começam a acontecer. Porque acontece quando a gente menos espera.
O negócio é seguir o caminho e, se for pra desviar, desvie. Mas não esqueça que quem faz o caminho é tu mesmo. E não te preocupe não. "Eles" sabem por onde devem nos guiar. O importante é termos oportunidades, experimentar sentimentos e sensações. Porque, às vezes, não queremos que sensações ou que a mistura de sentimentos e emoções termine. E o bom mesmo, é quando elas surgem assim, meio que sem querer, meio que de repente, mas querendo aparecer.
Tantos planos, tantas perguntas, respostas, inquietações (da mente e do corpo), indignações, revoltas, medos, tantas vontades, vontade disso, vontade daquilo, muitas idéias, dúvidas, curiosidades, e muita, muita vontade mesmo de fazer muita coisa. Deixe que venham à tona. Mas não se perca. Isso tudo pode ser apenas o rastro de pó de uma estrela cintilante. Deixa surgir, mesmo que para alguém. Afinal de contas, somos seres humanos e todo mundo gosta de saber que é importante pra uma pessoa.
É como se a tua matéria viesse em forma de sorriso, como flores coloridas num banho de mar. Do tamanho do que se sente. Do tamanho do mar.
Isso tudo numa grande sintonia. É, sintonia é a palavra certa.
Portanto, continue a nadar... continue a nadar... continue a nadar.......
..."...minha mocidade arde.. é tarde... se tens bom-senso
ou juízo... eu piso... se a sensatez você prefere... me
fere... vem aplacar essa loucura... ou cura... faz desse
momento terno... eterno... quando o destino for
tristonho... um sonho... e quando a sorte for madrasta...
afasta... não: não é isto que eu sinto... eu minto...
acende essa loucura... sem cura... me arrebata com um
gesto... do resto... não fale amor... não argumente...
mente... seja do peito que me dói... herói... se o seu
olhar você me nega... me cega... deixe que eu haja como
louco... que é pouco... no mais horroroso castigo... te
sigo..."...
:: 9:32 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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:: Sexta-feira, Setembro 24, 2004 ::
"Pode a chuva cair, pode o vento soprar, que o sol vai surgir pra nos iluminar..."
Foto tirada após uma semana inteira de chuva em Porto Alegre.
:: 2:01 AM ::
escreve algumas linhas aê:
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Encontros e Desencontros
Deixar o sentimento adormecer e sair
Ele falava que as coisas não vinham bem há tempos e na verdade não era a primeira vez que acontecia. Quando estavam juntos tudo parecia perfeito. O momento era único e parecia ser eterno. Mas quando a situação ficava difícil, logo vinham as dúvidas. Deixar pra trás aquele sentimento que insistia em ser duvidoso, mas que de tempos em tempos escapava de onde tava escondido e colocava tudo em dúvida. Conversas eram muitas. Palavras, frases, toques, olhares, desvios, suspiros e silêncios se encontravam na cama do quarto. A solução era se afastar por um tempo. Um fim de semana para deixar o sentimento bom voltar e o ruim se perder no acaso. Deixar o sentimento adormecer e sair. Ele procurava os amigos numa roda de cerveja. Ela, as amigas. No fim da noite, voltavam pra casa. Cada um na sua. Abria a porta e via a sala vazia, o silêncio, que antes era da alma, agora é também matéria. A volta pra casa no domingo era pior. Sensação de perda, vazio, solidão, falta de sentimento. Ou excesso dele. No final, tudo se resolvia. Na segunda-feira, acabavam se encontrando pra recomeçar. Mandar o sentimento que atrapalha de volta pra caixa de onde não devia sair. Mas a caixa nunca é bem fechada. E a fresta sempre deixa espaço pra ele voltar.........
Já ela, não sabia porque ele agia assim. No fim semana era tudo perfeito. Bastava a segunda-feira chegar para o telefone parar de tocar. A iniciativa nunca vinha por parte dele. Talvez fosse sua maneira de viver, seu modo de enfrentar os sentimentos e não querer que aquilo que estavam vivendo viesse com a dúvida ou com a incerteza. Conversas eram muitas. Palavras, frases, toques, olhares, desvios, suspiros e silêncios se encontravam na cama do quarto. Mas nada se resolvia. A semana passava e não se falavam. Mas num simples fim de semana na praia, num dia de sol, num dia de areia, num dia de mar, eles se encontram. Tudo é esquecido. E, no final, tudo se resolvia. Até a segunda-feira chegar.........
Ele dissera que ela tinha dúvidas, mas ao mesmo tempo queria ele ao seu lado. Não sabia o porquê de se sentir assim. Talvez fosse o fato de ser nova, de ainda ter muitas perguntas sem respostas e de se sentir perdida na maior parte do tempo. Mas, mesmo assim, queria ele ao seu lado. Ele, já não sabia de mais nada. Nunca fora um cara paciente. As coisas sempre deveriam ser resolvidas o mais rápido possível. Já pensara inclusive em sair fóra. Mas a voz de pessoas experientes fez com que ele pensasse. Não se deve pensar assim. Ele é que deveria dar as respostas para as perguntas dela. Ele é que deveria mostrar o caminho certo. E ficar ali, ao seu lado. Palavras, frases, toques, olhares, desvios, suspiros e silêncios se encontravam na cama do quarto. E o fez. Hoje mesmo estavam ali. Os dois. Juntos.........
* Três histórias reais que podem muito bem se confundir numa só. Mas isso tudo existe sim. Nâo são apenas devaneios. Contos. Crônicas. Poesias. É a vida real. Onde todos estão. O real misturado no fluxo das idéias. Na visão de quem já viveu tudo isso. E que agora, observa de longe... e de perto.
** Os nomes foram poupados para evitar constrangimentos.
:: 12:38 AM ::
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:: Quinta-feira, Setembro 23, 2004 ::
Cinco qualidades capacitam as pessoas a compreender os ensinamentos:
* objetividade
* mente aberta
* inteligência
* entusiasmo
* equilíbrio
Qualquer coisa que contradiga a experiência e a lógica deve ser abandonada.
Procura enquadrar tua vida nelas, em todos os aspectos. E tenta ver por onde tu anda.
:: 3:35 AM ::
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:: Quarta-feira, Setembro 22, 2004 ::
Vamos fugir!!!
Alguma vez na vida tu viu alguma cena que fez um filme rodar na tua cabeça? Que fez tu te perguntar o que tá sendo feito da tua vida mesmo tudo estando "bem"? Que fez tu parar por um instante e sentir que tudo poderia ser diferente? Que fez tu suspirar? Que fez com que tu tivesse vontade de sair correndo e encontrar por aí amigos, amores, sorrisos, cores, paixões, olhares, suspiros, a areia, o sol, a lua, o mar, o verde, um toque, um cheiro...? Não são todas as pessoas que sentem isso apenas com o olhar. Na verdade, parece que ninguém mais sente. Ou melhor, será que alguém mais sente tudo isso?
Não sei, não sei.... existe?!?
Clica na figura abaixo e procura o link "campanha". Depois clica lá na direita do site, onde diz (4 minutos). É a nova propaganda da Rider que tá sendo veiculada na TV.
Tu vai entender do que se trata!!! Ou não.
:: 5:00 AM ::
escreve algumas linhas aê:
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:: Terça-feira, Setembro 21, 2004 ::
Imensidão azul
Era como se eu tivesse sido solto naquele momento. De repente, estava só, a caminho do mar. Saí caminhando lentamente, lambendo com os olhos aquilo tudo o que era vida. Cheguei à Lagoa Rodrigo de Freitas e fui costeando-a, como um navio que estuda a costa depois de muito tempo em alto-mar. Meus olhos deslizaram pelas águas escurecidas, questionando cada um daqueles barquinhos. Que histórias conta-riam? Que águas teriam navegado? O sol brilhava transpassando nuvens e caindo como uma cortina de luz sobre a lâmina d`água. Tudo estava grávido de presente. Minha liberdade era um fato que se consumava na fluidez da vida.
Estava de tênis, jeans e camiseta, bem à vontade, solto por dentro e por fora. Jovens voavam em bicicletas, skates e outros óvnis desconhecidos. O vento rodopiava, enchendo de oxigênio meus pulmões. Tudo era movimento, um infinito reservatório de vida. O futuro sorria doce em seu feixe de projetos, de possíveis esperanças que se manifestavam em minha liberdade de ser e estar. Andei longas ruas de pouca gente, sentindo que não havia margens ou fronteiras. Cheguei a Copacabana. Ao mar. Aquele cheiro inconfundível de energia e força invadiu a alma. Fiz questão de não vê-lo, de não cumprimentá-lo. Há décadas não o encontrava. Preferi seguir pelo calçadão da Atlântica como quem vai para o Leme. Era o fim da praia. Então, como um monge, me preparei para a reverência do encontro.
Tirei a roupa, ainda no calçadão, junto à areia. Fiquei de sunga. Enrolei calça, camiseta e tênis num pacote só. Coloquei tudo debaixo do braço e afundei os pés na areia fofa. Fui andando, com certa dificuldade, até alcançar a areia molhada. Então, olhei-o ao fundo com os olhos lacrimejando de amor pela vida, explodindo em ondas espumantes. Comecei a existir de verdade, saindo daquela vida em que apenas funcionava. Era amor, fé, floração de mim mesmo na contínua aventura de viver.
Paixão azul
E para não acabar de joelhos, chorando feito criança, sai andando com os pés na água, olhando os navios ao longe. Do céu, o sol se derramava em amarelo. As ondas se quebravam em minhas pernas quase a me derrubar, como um amante ansioso. E fui andando praia afora. Olhava as sereias com suas bundas redondas e seus corpos morenos, como se houvessem engolido o sol com a pele. Faziam parte da natureza. Apenas reduzidas tiras de pano a cobrir pequenos detalhes. Jovens corriam em pranchas por cima das ondas. Eu olhava abesta-lhado. Como é que conseguem? Toda aquela fluidez, e eles por cima de tudo? Tinha certeza de que afundaria e morreria afogado, se tentasse.
As grades, as muralhas e os guardas desapareceram. Mas os amigos ainda presos enchem minha alma de compaixão. Como podem viver separados de tamanha magnitude? Chorei. Como eu queria que estivessem ali! Como gostaria de vê-los pular de alegria diante de toda aquela paixão azul a mover-se em prata! Caminhei toda a praia de Copacabana até o Arpoador. As pessoas estiravam seus lindos corpos sob o sol e banhavam-se despreocupadas. Ninguém me observava. Aliás, ninguém cuidava da vida de ninguém. Território livre.
Segui andando pela praia de Ipanema, com as pessoas jogando frescobol, futebol e vôlei entusiasticamente. Eu pensava no enorme engodo que é tudo fora daquela alegria de viver das pessoas. Porque tudo, no fundo, nasce da necessidade de sobrepujarmos obstáculos e dificuldades. E para quê? Para estarmos despreocupadamente felizes, como aquela gente ali. Logo estava no Leblon. Ali tudo parece mais bonito ainda. Havia muito mais gente na areia, parecia coisa de comunidade, de amigos, de fraternidades. As pessoas pareciam mais belas, mais bem cuidadas. As crianças misturavam medo e vontade das ondas, na areia, sorrindo e gritando felizes. Não eram dife-rentes de mim. Em queda livre, voltava para dentro de meu coração selvagem. Vesti a roupa, mesmo todo salgado, e segui pela rua Vinícius de Morais, de volta para casa.
"Minha liberdade era um fato que se consumava na fluidez da vida"
Texto de Luiz A. Mendes, 50 anos. Ele cumpriu a pena máxima prevista pela justiça brasileira, 30 anos, por assalto e homicídio, e acaba de recomeçar a vida.
:: 8:23 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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